jueves, 18 de octubre de 2007

EU QUERIA...

Eu queria sair sem direção E perder a noção de tempo e lugar! Queria sair pelas ruas, buscando o que não sei, Encontrando quem quero, E o que não quero! Queria poder conhecer estradas que nunca trilhei! Sentir a poluição e o ar puro, Sentir medo e segurança, Sentir sensações que nunca senti, Descobrir novos horizontes. Poder escolher entre atalhos e longas estradas, Poder caminhar entre flores e grandes árvores, Poder descobrir o que nos leva a amar ou odiar. Eu só queria mesmo entender, porque eu quero tanta coisa!!! A vida não é feita pra viver, pra amar e pra sofrer? As vezes sofremos muito e amamos pouco, As vezes amamos de uma forma exagerada e sofremos pouco, As vezes amamos e sofremos, Mas não vivemos do jeito que gostariamos de ter vivido. Porque tanta insatisfação humana em relação a vida? Porque queremos entender aquilo que não tem explicação? E porque a vida é cheia desta palavrinha: Porque? Se eu soubesse a resposta... Não estaria perguntando o Porque do Porque!!

Aparência


As aparências não enganam: os óculos são de tanto ficar grudado no micro ou na tevê desde criancinha. A má postura é aparente, às vezes com inclinação pra um ou outro lado provavelmente por carregar o notebook. Ela tem calos nas bases das palmas das mãos, mais isso nao é de trabalhar é do mouse e digitação. Às vezes o visual é moderno, retrô, desleixado, arrumadinha demais... tanto faz. O fato é que, se você não conheceu ela pela internet, provavelmente ela é bonita, senão não haveria aquele contato visual que determina se a outra pessoa é interessante ou não. Aliás, mesmo pessoas que você conhece pela internet podem ser lindas. Ou ela é feinha, mas você está apaixonada pelo intelecto dela, pela conversa, sei lá, e acha ela maravilhosa. Portanto, se você tem um nerd em suas mãos, ela é maravilhosa e dane-se a má postura, se ela estiver deitada ou que sei eu isso é o de menos, acredite.

Poema menor a certa altura pouca


Decidi reafirmar meu amor por nós. Decidi amar a mim, mas não hoje. Talvez eu busque um nós por aí, e não mais em mim. Porque, em mim, não sei mais o que sou capaz de encontrar. Confesso, a palavras baixinhas: tenho medo mesmo é de procurar. Me procurar. Se pelo menos eu chegasse em casa hoje ou amanhã e te visse deitada no sofá. É possível que eu não fizesse nada, nem entrasse à sala. Tão provável eu ser assim, não? Mas hoje você me falou de um poema que leu por aí e eu fiquei pensando que nunca mais escrevi um poema para você nem para ninguém. E que é sempre tarde, porque eu não vivo desse Tempo todo. Eu não quero mais tempo nenhum. Vamos fazer de conta que o perfume, apenas o perfume dos nossos corpos têm vida. Queria tanto ter mais você, mais de você, aqui. Não é falta, não. É amor. Eu queria tanto saber se você comeu, se tomou banho. O que você leu de novo hoje? Você me quer agora? Eu posso tomar cinco minutos do seu tempo e te trazer para o meu mundinho velho confortável, esse mundinho almofadas que eu criei para fazer você ficar aqui mais cinco minutos? Eu pensei que poderia te levar no colo para o trabalho e te esperar na saída, um dia, de surpresa. Mas te beijar apenas o pescoço. Silêncio, sempre, dentro do carro. Silêncio, pra não violar essa vontade de parar dentro da tua roupa, com os dentes cheios de você. E amanhã a gente poderia casar. Você se comporta? Eu prometo que não. É pra vc ....

miércoles, 17 de octubre de 2007

Canção da Chuva


Venha chuva, acompanhada da primavera,fazer cócegas nesse corpo, infelizmente seu.Soro hidrata, mas só você vivifica.Venha! Mas venha tempestade.Inunde o parquinho, a praça, o terraço.Afogue minhas lembranças, todas elas, não me importo,se for para o nosso bem.Venha chuva! Acompanhada de ventos. Arranque pelas raízes todo nosso condenado pinheral. Toda gambira. As telhas quebradas. Arrasse os bananais com seus morcegos.Voçorocas nos corações do incautos,Lama e lixo para dentro de casa.Leptospirose, hepatite, dengue, desabrigados.Tragédias pessoais televisionadas.Mas, venha mesmo assim.

domingo, 14 de octubre de 2007

VIVER NAO DÓI...

"Viver não dói. O que dói é a vida que não se vive". (Emilio Moura, amigo de outro grande poeta, Drummond...) Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade interrompida. Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais !!! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional." .
EMILIO MOURA

sábado, 13 de octubre de 2007

AMOR PLATONICO


Amo-te ainda que nem te conheça!!!
preciso de nascer novamente,
de ser feliz,
de viajar,
de conhecer novas caras e novos sonhos...
preciso de fugir, fugir do meu mundo e de mim...
de me perder e encontrar...
ando perdido por este mundo, por entre olás e olhares perdidos.
por entre ambições e desejos, desejo de te conhecer, de te sentir perto, de te olhar nos olhos e sentir.
sentir se estou realmente apaixonado.
queria poder falar contigo,
queria que tudo fosse diferente,
que o mundo me olhasse com os olhos com que te vejo. passo horas a pensar em ti,
imaginar o quanto queria ter uma oportunidade de apenas beber um cafe contigo.
sabes, muitas vezes dou por mim a imaginar tu vinhas até mim e me chamava para irmos beber um café.
Um cafézito apenas. Imagino-te maluca, impulsiva.
talvez por isso penso assim.
Como se algum dia reparasses em mim.
Não faz mal...
Ver-te deixa-me feliz.
Quando deixar de te ver vai, com certeza, passar.
E aí nao mais me lembrarei de tudo
Serão apenas memórias de um sonho lindo, que queria ter partilhado contigo.
Amo-te porque nunca te tive.

QUE TEMPESTADE


Estou cá dentro. Na sala, no sofá, com uma manta. Estou confortável.
Lá fora... há chuva, há vento, há granizo até. Que tempestade!
No silêncio da sala o vento siliba. Entra pelas frinchas das janelas e do recuperador de calor. Torna-se medonho. Siiiiiiiiiiiiiiii siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii... Mais forte, mais fraco, mais forte, mais fraco e às vezes assustador. E a chuva a bater nas janelas é pesada, barulhenta e incomodativa de tão forte.
Mas não tenho medo. Não estou sozinha... Tenho um tecto.
E neste momento só penso naqueles que têm medo, estão sozinhos e não têm tecto.