jueves, 18 de octubre de 2007

Poema menor a certa altura pouca


Decidi reafirmar meu amor por nós. Decidi amar a mim, mas não hoje. Talvez eu busque um nós por aí, e não mais em mim. Porque, em mim, não sei mais o que sou capaz de encontrar. Confesso, a palavras baixinhas: tenho medo mesmo é de procurar. Me procurar. Se pelo menos eu chegasse em casa hoje ou amanhã e te visse deitada no sofá. É possível que eu não fizesse nada, nem entrasse à sala. Tão provável eu ser assim, não? Mas hoje você me falou de um poema que leu por aí e eu fiquei pensando que nunca mais escrevi um poema para você nem para ninguém. E que é sempre tarde, porque eu não vivo desse Tempo todo. Eu não quero mais tempo nenhum. Vamos fazer de conta que o perfume, apenas o perfume dos nossos corpos têm vida. Queria tanto ter mais você, mais de você, aqui. Não é falta, não. É amor. Eu queria tanto saber se você comeu, se tomou banho. O que você leu de novo hoje? Você me quer agora? Eu posso tomar cinco minutos do seu tempo e te trazer para o meu mundinho velho confortável, esse mundinho almofadas que eu criei para fazer você ficar aqui mais cinco minutos? Eu pensei que poderia te levar no colo para o trabalho e te esperar na saída, um dia, de surpresa. Mas te beijar apenas o pescoço. Silêncio, sempre, dentro do carro. Silêncio, pra não violar essa vontade de parar dentro da tua roupa, com os dentes cheios de você. E amanhã a gente poderia casar. Você se comporta? Eu prometo que não. É pra vc ....

1 comentario:

Anónimo dijo...

Q coisa mais linda um amor assim!!!!!!!As vezes fico imaginando para quem são estas palavras.....para quem é este AMOR...desenterassado...romântico..terno.....doce.....de uma profundidade espiritual...será para um mulher? será para um anjo? Será para a propria vida? Ou será uma busca inconstante?....diante de tantos serás...resta somente a dúvida...josimary